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Do
Paganismo ao Cristianismo
Arthur
é considerado por muitos um deus solar, graças à sua espada Excalibur
"que reluz como trinta archotes" e por sua personalidade honesta
e luminosa.
O mundo de Arthur é mágico e pagão e, não obstante, considerado
uma porta de entrada para a afirmação do cristianismo. Sua Távola
Redonda onde todos os cavaleiros sentavam-se em cadeiras iguais
e onde não havia lugares especiais, ajudava a consolidar a crença
de que todos eram iguais perante seu rei e perante Cristo. A bandeira
de Camelot era simbolizada pela cruz cristã e tinha a Ave Maria
como protetora.
Ao recusar a bandeira de Pendragon, seu antigo domínio, em favor
de um símbolo cristão, Arthur contribui para instituir uma religião
única por toda a antiga Grã-Bretanha, traindo os ideais da antiga
religião pagã de Avalon e do povo das fadas
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O Santo Graal
Materialmente
simboliza o cálice que Jesus usou na Última Ceia. Após
a crucificação, o bom fariseu José de Arimatéia teria se aproximado
do corpo do Cristo e, com o cálice, recolhido 3 gotas de seu sangue.
Fugindo da perseguição aos seguidores do Cristo, escapa para a
Bretanha, levando o objeto consigo.
A tradição diz que quem beber do Santo Cálice, ganhará a imortalidade.
No ciclo arturiano, o Graal tem um significado mais simbólico.
Representa a busca de um sentido interior, da própria recuperação
da Fé.
Ferido e sem acreditar em seu destino, Arthur ordena a todos os
cavaleiros que procurem o Graal, o cálice perdido, símbolo do
poder e do amor de Deus, coisas que seu povo parece ter esquecido.
Graças à sua pureza de coração, Percival, o cavaleiro sem pecados,
recupera o cálice, restaurando a paz a Camelot e ao coração de
seu rei
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A Origem de Avalon
Avalon
deve muito de seu mistério às lendas celtas que a consideram uma
porta de passagem para outro nível de existência.
Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual.
Também era chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro, onde seres
mágicos, isolados do mundo mortal, desfrutam a eternidade.
O nome tem origem no semi-deus celta Avalloc.
Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury,
há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade
já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de
Avalon
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