| MACHU
PICCHU
Como
chegar
Há
três formas principais de se chegar à Cidade Perdida dos Incas,
todas saindo de Cuzco, no Peru. A preferido pelo turista típico
é pegar o trem diário na Estación San Pedro, perto da Plaza
de Armas (ver Cuzco), que leva 6 horas para chegar até Aguas
Calientes, um pequeno povoado localizado ao pé da montanha
aonde ficam as ruínas.
Outra opção é, no melhor espírito aventureiro, percorrer o
famoso Caminho Inca. Indicado para turistas adeptos do "trekking",
isto é, de uma boa caminhada.
Por fim, pode-se pagar por um vôo de helicóptero, que fica
sobrevoando as ruínas por cerca de 20 minutos, sem pousar.
Muitas agências de turismo em Cuzco dispõem deste serviço.
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O Caminho Inca
Diz a lenda que esta rota
era a única maneira dos incas atingirem Machu Picchu. Também
que ligava o império ao Equador e ao Chile. Lenda ou não,
é um caminho de rara beleza, onde o caminhante se vê na condição
de um verdadeiro explorador. São 4 dias cortando montanhas
nevadas, florestas, pequenos povoados, conjuntos de ruínas,
e até uma enorme gruta. Você pode fazer o caminho com seu
grupo ou contactando uma agência em Cuzco que fornece um guia.
Evite fazê-lo sozinho. O frio é intenso, e há a chance de
se perder mesmo com um mapa.
Saindo da ferrovia que liga Cuzco a Quillabamba, a trilha
leva em média 4 dias para ser percorrida em seus 35 quilômetros.
Pode parecer de pouca extensão, mas a altitude torna a caminhada
bem mais lenta e várias paradas são necessárias para se recompor
as energias. Entre as ruínas mais conhecidas com as quais
o viajante se depara estão Huiña Huayna, Sayacmarca e Lactapata,
todas em bom estado de conservação.
O caminho em si, tirando a altitude e o frio, não exige grande
esforço: parte é feito em terra e cascalho, parte em degraus
de pedra, e parte em calçadas antigas pavimentadas em pedra.
Há locais autorizados pelo governo para levantar acampamento
e passar a noite. É terminantemente proibido acampar dentro
das ruínas.
No final da viagem, a porta de entrada para Machu Picchu não
poderia ter nome mais significativo: o Portão do Sol, Intipunku,
de onde, 400 metros abaixo, descortina-se a primeira visão
de Machu Picchu.
Importante. Seja em grupo, sozinho ou
por agência de viagens, é preciso pagar um ingresso para percorrer
a trilha. São cerca de 17 dólares ou 60 Nuevos Soles. Leve
também a xerox do seu passaporte, já que há fiscalização ao
longo do caminho, e tanto ele quanto o ingresso serão exigidos
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Custos
básicos
Passagem
Aérea SP-Lima-Cuzco-Lima-SP
U$ 816
Passagem de trem até Águas Calientes
ao pé de Machu Picchu - U$ 7,
ou 24,50 Nuevos Soles
Ingresso trilha Inca -
U$ 17 ou 60 Nuevos Soles
Guia para trilha Inca
- U$ 25 ou 87 Nuevos Soles
Aluguel de barraca - Diária de
U$ 2 ou 7,00 Nuevos Soles
Pacote de agência para Caminho Inca
U$ 70 ou 245 Nuevos Sole |
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Equipamento Básico para o Caminho Inca
Botas
-
Do tipo trekking, específica para caminhada Meias de lã
- Vários pares para prevenir o frio
Mochila
- Leve só o indispensável. É possível se abastecer de
água e comida nos pequenos povoados e hotéis ao longo do caminho.
Barraca
- Em Cuzco há aluguel de vários tipos e tamanhos.
Saco de dormir
- As agências de viagem fornecem. Prefira um feito de
plumas, pois é mais leve para carregar.
Isolante térmico para forrar o chão
- Fundamental para acampamentos. Também pode ser alugado.
Lanterna
- Quando anoitece, é indispensável, seja para quem prossegue
na caminhada, seja para quem levanta acampamento.
Agasalhos
- Independente da estação, o frio andino exige. Não será
problema encontrar bons agasalhos de lã de lhama.
Capa de chuva
- do tipo "poncho" que cobre a mochila. Fácil de se encontrar.
Protetor solar
- O sol da montanha é forte.
Máquina fotográfica e filmadora
- Não só para Machu Picchu, mas também para as ruínas
e a estonteante paisagem ao longo do caminho.
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DICAS
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-Em Aguas Calientes ao
pé de Machu Picchu, você pode relaxar numa conhecida atração
turística: os banhos termais, cheios de piscinas térmicas.
Isso porque, os incas desenvolveram um complexo sistema
hidráulico que permitia água aquecida para relaxamento e
para rituais religiosos.
Para felicidade do turista, a tradição foi mantida.
-Tonteira - É comum sentir os efeitos da altitude nos
primeiros dias, o chamado "soroche".
Procure ir se adaptando aos poucos, fazendo excursões
que não exigam longas caminhadas.
-
Por mais tentador que seja, evite beber a água dos riachos
e fontes.
Nem todas são puras. É preferível levar um cantil em
suas excursões.
- É preciso um bom preparo físico, paciência,tolerância
ao frio e ao desconforto para quem deseja percorrer
o Caminho Inca. Se este não for o seu caso, não force a
barra.
-Procure as opções turísticas mais adequadas à sua disposição.
A diversão será igual.
- Em muitos povoados, gente da terra irá
se oferecer para carregar sua mochila pelo resto
do Caminho Inca.
Aceite.
Dá para combinar um preço baratinho e você ganha mais energias
para completar a trilha.
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