| Introdução
Berço do budismo, onde Sidharta Gautama, o Buda, nasceu para compreender as verdades essenciais, a Índia também encanta com seus deuses do hinduísmo como Shiva e Krishna, e com diversas outras influências religiosas e artísticas. São milhares de templos, estilos arquitetônicos, deuses, filosofias, costumes e lendas à espera dos mais diversos olhares e interpretações.
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Como
Chegar Não há vôos diretos do Brasil para a Índia. É preciso antes fazer uma conexão com a Europa ou Estados Unidos. A melhor opção é a Europa, marcando-se uma passagem aérea Brasil-Paris-Mumbai ou Brasil-Londres-Mumbai. O pacote sai a cerca de U$ 2.500 (dólares) por pessoa. |
| Visto
Cada visto é válido por, no máximo, 180 dias. Brasileiros residentes no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina devem solicitar seus vistos pelo Consulado Geral da Índia em São Paulo (tel. 0XX11- 3171.0340 / 3171.0341 bhojwani@indiaconsulate.org.br). Moradores de outros estados podem solicitá-los pela Embaixada da Índia, em Brasília (tel. 0XX61-248-4006, commercial@indianembassy.org.br). |
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| Idioma
A Língua nacional é o Hindi. Devido ao fluxo de turistas e necessidades comerciais, o Inglês foi mantido como idioma predominante. Existem ainda 15 línguas principais e 844 dialetos que são falados em diversas regiões. Em Maharashtra, a língua oficial é o Marathi. |
Será nossa primeira parada, pois fica a apenas 10 quilômetros de Mumbai. O único acesso é de navio, o que torna o passeio ainda mais agradável. A Ilha de Elefanta tem muita beleza externa, própria de uma pequena ilha com ares tropicais, mas a principal beleza está no interior.
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Há cerca de 400 km de Mumbai, ou 5 horas de carro, estão os incríveis templos esculpidos na rocha de Ajanta e Ellora.
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Brahma - O criador do universo. Representado com 4 rostos, cada um virado para um ponto cardeal, como que para contemplar toda sua obra. Diz-se que, de cada uma das cabeças saiu um dos 4 Vedas, livros sagrados indianos contendo a sabedoria universal. Junto com Vishnu e Shiva, representa a trindade dos deuses hindús. Costuma ser representado deitado sobre uma flor-de-lótus que, na Índia, é simboliza expansão espiritual, por ter brotado após a passagem do Buda em sua peregrinação. Vishnu - O preservador do mundo, não só da Terra. Não é criador como Brahma, mas mantém as formas, coisas, objetos, idéias, pensamentos coesos, faz com que tudo tenha sentido. É o senhor do Dharma, das leis naturais, responsável pela órbita dos planetas, pela posição do sol, pela lei da gravidade, pelo refluxo das marés. Geralmente representado com um disco solar chamado "Chakra" sobre a cabeça. É o deus da unidade, coesão. Shiva - Opondo-se a Vishnu, Shiva tem aparentemente uma conotação negativa como o deus da destruição. Mas se pensarmos que a destruição sempre traz renovação, Shiva aparece como uma figura grata. Responsável pela morte do ego humano, é Shiva quem encaminha a humanidade para a luz por meio da aniquilação de suas ilusões. Ambíguo, dual, ora é representado como asceta, meditando no monte Kailasa, ora com uma metade feminina, que seria Parvati. Sua imagem mais famosa é na forma de Nataraja, o deus dançarino, rodeado por um círculo em chamas, ou seja, o universo, que ele mantém em perpétuo movimento.
Ganesha - Corpo de homem e cabeça de elefante, sábio, ponderado, ajuda as pessoas a superarem suas dificuldades. É um dos mais cultuados e queridos deuses da Índia. Fonte de inspiração para os escritores, é o autor do poema épico "Mahabharata", que relata a formação e a história do mundo e da Índia. Cedo, perdeu sua cabeça humana ao enfrentar Shiva, companheiro de sua mãe Parvati. Para compensar, Shiva colocou no corpo do rapaz a cabeça da primeira criatura que encontrou: um elefante. Krishna - A oitava reencarnação de Vishnu. Em sua forma humana aparece como um dos heróis do poema épico "Mahabharata", onde auxilia seu cunhado Arjuna em várias batalhas. Astuto, ardiloso, dá lições aos homens que pecam pelo orgulho e ambição. Sabe aproveitar os prazeres terrenos, pois tem fama de sedutor. Seus ensinamentos são paradoxais, como os dos grandes sábios, e só após muito (ou nada) refletir, podemos aprender com ele. Parvati - Esposa e companheira de Shiva, é também simbolizada como a manifestação feminina do deus da destruição. |
Nascido nobre em meados do ano 500 AC., o príncipe Sidharta Gauthama cresceu cercado pelas pedras do seu palácio, ignorando o que havia no mundo exterior. Certo dia, ao topar com o corpo inerte de um escravo que havia morrido durante o trabalho, sua curiosidade sobre os fatos da vida se aguçou. Disfarçado como popular, deixou o palácio para apreender o significado da vida.
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Ao lado de Budha, outro grande ícone da Índia. Sua figura calma e complacente é reverenciada em todo o país: calvo, magro, curvado, em túnica branca, apoiado em um bastão, com grossos óculos, esta imagem passada para a posteridade é vendida na forma de esculturas, quadros, fotos e ilustrações em todas as regiões. Bastião da resistência contra o invasor inglês, Gandhi foi um dos pilares da libertação do seu povo, conseguindo um feito espantoso: comandou uma revolução pacífica, baseada na filosofia da "ahimsa" que significa não-agressão. Estudou direito em Londres. Voltou para seu país natal para dedicar-se aos desafortunados e morreu assassinado por um indiano em 1948, após garantir a soberania de seu país frente à Inglaterra e ao mundo. |
| Pechinchar é uma tradição local, logo, não vá aceitando o primeiro preço pedido. Os indianos podem até se ofender se você não pechinchar. O artesanato é tão variado quanto as influências culturais e religiosas: há sedas, tapeçarias, esculturas, antiguidades, jóias, pedras semi-preciosas, aromas e essências afrodisíacas, artigos de beleza, sáris (espécie de túnica para mulheres), artigos de couro. Mesmo que você carregue algumas rúpias indianas, moeda local, os indianos preferem receber em dólar americano, dólar canadense ou em euros. |
Procure se hospedar em um dos inúmeros hotéis-palácios, famosos na Índia pela arquitetura exuberante e por propiciar conforto e atendimento de primeira. A gastronomia é tão variada quanto o número de regiões e dialetos. Como a vaca é sagrada e intocável, os pratos de carne oferecem variações em torno de cordeiro e de frango como o Rogan Josh (cordeiro ao curry) ou os Biryani (frango ou cordeiro temperados com açúcar e água de rosas). Um prato famoso em Mumbai é o Pato com Curry. Há uma grande variedade de peixes e mariscos, sempre ricamente temperados. O indiano do sul alimenta-se muito de arroz e iogurte. |
| Índia - Um Olhar Amoroso, de Jean-Claude Carrière - Ed. Ediouro O famoso autor e roteirista europeu (trabalhou com Luis Buñuel e Peter Brooks) faz um relato passional e mais voltado às sensações que suas dezenas de viagens à Índia lhe trouxeram. O Mahabaratha - Poema épico gigantesco, mais extenso que a Bíblia, que conta a história da humanidade pelos olhos da Índia. Teria sido escrito pelo deus Ganesha que ouviu tudo da boca de Vyasa, um velho eremita. Uma de suas partes é o Bhagavadgita, que conta peripécias do deus Krisnha em contato com a raça humana. Kama Sutra - Kama é o deus do amor, Sutra significa tratado. Sua autoria é atribuída a um sábio chamado Vatsayana que procurou reunir as principais técnicas e posições amorosas idealizadas pela aristocracia indiana. Apesar da forte sensualidade, o Kama Sutra passa a mensagem de transcendência espiritual, do encontro de duas almas, por meio do sexo. |
- Fotografias:peça permissão se quiser retratar pessoas do povo. A não ser que você use uma tele-objetiva e esteja vários metros distante, é melhor contar com o consentimento dos futuros retratados. Alguns indianos podem se sentir intimidados ou ficar irritados. - Pegue um cineminha e assista alguns filmes indianos: são puros, ingênuos e retratam bem o povo, suas crenças e modo de ser. - Explore os cantos da Índia. Não caia na tentação de fazer tudo correndo. Cada região possui suas próprias tradições, artesanatos e estilo de vida. Típicas representações teatrais, festivais de dança, procissões e rituais se escondem nas cercanias dos grandes centros. Transporte é o que não falta: vá de carro, ônibus, barco e até a pé. Aventure-se um pouco! - Já que você está na Índia, pegue um avião até o norte, rumo à cidade de Agra, e conheça o famoso Taj Mahal. Ou até o Himalaia, ali perto, onde nasce o rio sagrado Ganges. |
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