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Muitos mistérios rondam Sete Cidades, a enigmática cidade de pedra erguida
na caatinga, no norte do estado do Piauí. Teria sido fundada pelos fenícios
que, em busca de novas rotas, navegaram até o norte do Brasil há 3 mil
anos? Seria ela a lendária Ilha dos Sete Povos, um paraíso terrestre cheio
de riquezas naturais cobiçado pelo Império Romano em seu apogeu? Seriam
os índios Tupis e Tabajaras, a quem as inscrições rupestres são atribuídas,
remanescentes da civilização perdida de Atlântida? Teria sido visitada
por ETs? Como em todo bom mistério, há mais perguntas que respostas. O
fato é que visitar Sete Cidades é uma ótima oportunidade para não só conhecer
um dos mais importantes monumentos geológicos do planeta, mas também apreciar
a riqueza única da flora e da fauna do local, cortado pelo rio Parnaíba,
o que favoreceu um encontro da caatinga com o cerrado. Com fins de preservação,
em 1961, um decreto federal fez da área reserva ecológica, criando o Parque
Nacional de Sete Cidades que, desde então, é aberto à visitação pública
sob a supervisão do Ibama.
| O
que ver
O
nome Sete Cidades se deve ao fato de suas formações rochosas encontrarem-se
divididas em sete diferentes áreas. Em seus cerca de 20 km quadrados,
o parque apresenta 2 mil inscrições e pinturas rupestres gravadas
em muralhas, monumentos, estátuas com formas de bichos e pessoas,
e castelos de pedra, esculpidos, segundo a versão oficial, pela
erosão de milhares de anos.
Para aumentar o mistério, as figuras representam basicamente manifestações
celestes: o sol, estrelas, círculos dentro de círculos e sêres alados.
Há também cruzes de diversos tamanhos que, para espanto dos estudiosos,
se assemelham às das pinturas paleolíticas de um reduto arqueológico,
na Extremadura, Espanha.
Nem toda área é aberta a visitação. Para ir à chamada Sétima Cidade,
cujas ruínas carecem de maior cuidado, é necessário permissão especial
do Ibama.

Arco do Triunfo |
Aberto
diariamente das 8 às 17 horas, o parque pode ser explorado a pé,
de bicicleta, moto ou automóvel, com ou sem um guia. Há muito o
que explorar, mas quando for visitar o parque não perca:
Pedra
dos Canhões- Na Primeira Cidade.
Troncos de árvore petrificados incrivelmente assemelhados a canhões,
teoricamente esculpidos pela natureza. Será que, ao contrário, não
seriam peças de artilharia prontas a defender a cidade?
Gruta
do Pajé- Primeira Cidade.
Seu teto tem a curvatura de uma abóbada celeste com figuras em sua
extensão. Não à toa. Muitos estudiosos sustentam que ali se ministravam
aulas de astrologia, como se os antigos habitantes estivessem num
autêntico planetário.
O
Arco do Triunfo - Entrada da Segunda Cidade Um enorme arco
de pedra com 30 metros de altura. Os locais juram ver à noite bolas
de luz coloridas sobrevoando irregularmente a parte mais alta do
Arco. Presença de Ets?
O Mirante - De onde se descortina uma vista panorâmica
de todo parque.
Pedra do Americano - Segunda Cidade
Várias pinturas representam objetos redondos cheios de antenas,
como autênticos OVNIS.
Mapas do Brasil e do Ceará - Formados por uma abertura
numa enorme rocha. De um lado, parece o Brasil, do outro, o Ceará.
Cachoeira do Riachão - Uma queda livre de 25 metros.
Só pode ser apreciada na temporada de chuvas, de março a maio.
Fonte dos Milagres - Piscina natural assim chamada por
jamais secar. |
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Lendas
e Curiosidades
Custos
Básicos
Passagem aérea ida-e-volta para Teresina a
partir das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste
- cerca de R$ 800,00
Passagem aérea ida-e-volta Teresina a
partir das Regiões Sul e Sudeste
- cerca de R$ 1.000,00
Ônibus para Piracuru - R$ 20,00
Entrada no Parque - R$ 5,00
Guia para trilha a pé ou carro - cerca de R$ 15,00
Alojamento no Abrigo do Parque -
R$ 5,00
Pousadas em Piracuruca
de R$ 15,00 a R$ 30,00 por pessoa
Hotel-fazenda em Piracuruca
de R$ 40,00 a R$ 150,00 por pessoa
Hotéis 3 e 4 estrêlas em Teresina
na base de R$ 50,00 a R$ 120,00 por pessoa
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